Fronteiras entre ser mulher e ser artista na dança contemporânea

Comunicação apresentada no VI Simpósio Reflexões Cênicas Contemporâneas, Campinas, fevereiro de 2017

Publicado nos Anais do Simpósio Reflexões Cênicas Contemporâneas – 2017

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Fronteiras entre ser mulher e ser artista na dança contemporânea

Gabriela Machado Freire Tournillon Alcofra

 

Resumo

Essa pesquisa teve como mote a experiência da pesquisadora-artista com a maternidade como impulso para refletir e contextualizar questões de gênero no âmbito profissional, em especial, a inserção da mulher no mercado de trabalho da dança contemporânea em São Paulo. Sua metodologia, a princípio, considera dados quantitativos sobre esse mercado, e dados qualitativos, adquiridos através de entrevistas com mulheres profissionais da dança que passaram pela experiência da maternidade ao longo de suas carreiras. A fase que a pesquisa se encontra, e a qual é o tema central dessa comunicação, debruça-se sobre a contextualização histórica  da inserção da mulher na vida pública, recaindo sobre o estudo das lutas feministas, que culminaram no próprio questionamento de gênero. O que define gênero? O que é ser mulher? O corpo (e a biologia) são suficientes para essa definição? Essas perguntas, cruzadas com o material levantado pelo Mapeamento da Dança (MATOS; NUSSBAUMER), realizado em âmbito nacional em 2016, com a experiência da artista e outras mulheres entrevistadas, sugerem por sua vez novas perguntas: como é ser mulher na dança? O que é um corpo feminino e como ele dança? Existe uma dança feminina? Esta comunicação pretende expor esse caminho histórico, friccionando a reflexão através do diálogo, sem a pretensão de responder a todas essas perguntas.

Palavras-chave: Mulher. Dança contemporânea. Feminismo. Gênero. História.

ABSTRACT

This research had as its motto the experience of the researcher-artist with maternity as an impulse for reflecting and contextualizing gender issues within professional field, in particular, the inclusion of women in contemporary dance in São Paulo. The methodology considers quantitative data on this market, and qualitative data, acquired through interviews with women dance professionals that passed through the experience of maternity over their careers. The phase of the research, which is the central theme of this communication, focuses on the historical contextualization of the insertion of women into public life, on the study of feminist struggles, culminating in the questioning of gender: What defines gender? What is it to be a woman? Is the body (and biology) sufficient for this definition? These questions, cross-referenced with the Dance Mapping (MATOS; NUSSBAUMER) material, conducted nationwide in 2016, with the experience of the artist and other women interviewed, suggest new questions: what is it like to be a woman in dance? What is a female body and how does it dance? Is there a female dance? This communication intends to expose this historical path, rubbing reflection through dialogue, without pretending to answer all these questions.

Keywords: Woman. Contemporary Dance. Gender. Feminism. History.

Palavras-chave

Mulher; Dança Contemporânea; Feminismo; Gênero; História

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ISSN 2525-6572
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